Ano 2º - N.º 03 Dezembro de 2005
Hegel
e o problema do Ceticismo
Prof.
Dr.Juan Adolfo Bonaccini
A
relação de Hegel com o ceticismo está longe de ser clara. A par de existirem
alguns poucos trabalhos sobre o assunto (cf. Bonaccini, 2002), e de Hegel
abordar o tema em várias obras, não está bem determinado se Hegel possui uma
teoria global sobre o ceticismo ou se apenas é um mero crítico de posturas céticas
clássicas na antiguidade e na modernidade. Em que pese Hegel ser um crítico
ferrenho do ceticismo moderno (por ex. em textos como Sobre
a relação do Ceticismo com a Filosofia, as Preleções sobre História da Filosofia e a Enciclopédia das Ciências Filosóficas), a sua crítica não se
restringe a esta ou aquela forma de ceticismo, mas se funda numa teoria geral do
saber que compreende o ceticismo como uma atividade negativa constitutiva da
consciência e pretende refutá-lo enquanto reificação desta negatividade numa
pretensão de verdade. A refutação consiste na descrição do modo como o
ceticismo filosófico seria um saber parcial, e por isso auto-refutativo. O
presente trabalho pretende sugerir que isto ocorre, sobretudo, na Fenomenologia
do Espírito, cujo caráter “fenomenológico” propriamente dito não pode ser bem captado sem tomar como pano de
fundo o problema do ceticismo.
I
– Posição do problema
Uma
das primeiras dificuldades que enfrenta o leitor de um escrito como a Fenomenologia do Espírito
é saber de que ela trata. Mas não
apenas porque a linguagem de Hegel é obscura. É difícil saber de que se
trata, primeiro e sobretudo, porque a obra não se deixa enquadrar no conceito
tradicional de filosofia[1].
Nem tampouco na idéia de filosofia transcendental defendida por Kant. Há
parentesco, decerto, com a idéia de uma crítica,
mas essa crítica não vai passar pelo exame das condições de possibilidade
dos objetos da experiência no sentido kantiano. Como obra sistemática, por
outro lado, não se enquadra no conceito wolfiano ou kantiano de sistema; e nem
mesmo no fichteano ou schellinguiano, posto que Hegel não se cansa de afirmar
que seu proceder não é formal nem subjetivo, mas apresenta a exposição dialética
do próprio objeto.
Afinal
de contas, o que é uma "Fenomenologia do Espírito"? Nem
"fenomenologia" nem "espírito" são termos imediatamente
claros: nem a Fenomenologia de Hegel parece ter muito a ver com o que se entende
hoje por "fenomenologia", nem o conceito de "Espírito" é tão
óbvio quanto parece. Ainda assim, creio que para nós é mais difícil
compreender o que é esta "Fenomenologia" do que entender por que ela
é fundamentalmente do "Espírito",
cujo conceito tem sido objeto de diversas interpretações.
Alguns
pensam que o termo “fenomenologia” vem de Lambert, provavelmente o primeiro
a usá-lo[2].
Outro candidato a precursor no uso do conceito é o próprio Kant, em seus Princípios
metafísicos da ciência natural. O
mesmo se poderia dizer de Reinhold, em suas célebres Contribuições,
e de Fichte, na Doutrina-da-Ciência
de 1804[3].
Porém, em todos os casos o uso do termo parece estar ligado a uma certa
compreensão do conceito de fenômeno que
é muito diferente do conceito hegeliano de “fenômeno” e de
“fenomenologia”. De modo que é preciso esclarecer primeiro que
tipo de “fenomenologia” Hegel faz, pois certamente sua Fenomenologia é diferente de todas as mencionadas. A tese que vou
sustentar é que o conceito hegeliano de “Fenomenologia” nos remete para o
problema do ceticismo e que a exposição hegeliana mostra-se indissociável de
uma certa compreensão do problema cético e de como pode ele ser resolvido.
II
– Sobre o conceito hegeliano de Fenomenologia
Durante
muito tempo pensei que a Fenomenologia
tratava de ontologia, pura e simplesmente. Até que o trabalho de Terry Pinkard
(1994) me alertou para o fato de que o problema em questão é conhecimento, na
medida em que o trabalho começa com uma crítica do conhecimento. Ele mesmo
considera a Fenomenologia como uma obra de teoria do conhecimento, o que me
parece verdadeiro em uma certa medida. Não porque não haja ontologia na Fenomenologia,
uma vez que o saber dialético da identidade entre ser e pensar como unidade
de ser e saber que ela demonstra é o ponto de partida e a condição da Lógica
objetiva, que é declaradamente uma nova ontologia. Mas é que a Fenomenologia do Espírito nos é apresentada primeiramente como uma
ciência que descreve a experiência da consciência
natural em busca da ciência. Experiência, em qualquer caso, sempre foi
considerada com uma forma de conhecimento, de Aristóteles a Kant; e não deixará
de sê-lo para Hegel. Entretanto, por ser um conhecimento que diz respeito à experiência
da consciência, trata-se também de uma certa psicologia: “racional” e não empírica, embora pós-kantiana,
porque não toma a alma dogmaticamente como uma coisa em si. Simplesmente, descreve
“o caminho da alma, que percorre a série de suas configurações como estações
preestabelecidas por sua natureza e se purifica rumo ao espírito” (PhG, #77)[4].
Nessa
medida, descrevendo a série finita de estágios de consciência naturalmente
preestabelecidos que o saber percorre até sua meta, expressa pela metáfora da
purificação no espírito, a Fenomenologia envolve uma teoria geral de: 1)
como a consciência experimenta que sabe, 2) como chega a saber que na
verdade não sabia o que realmente pensava saber, e 3) como ela chega a
saber que nada pode saber realmente enquanto não se descobrir como razão que
é espírito autoconsciente, eliminando a dicotomia entre um saber interno e um
objeto externo.
Há,
em conseqüência, um aspecto cognitivo importante, que se relaciona a uma certa
interpretação da teoria do conhecimento - criticada em seu conceito
tradicional lockiano-kantiano de prévia investigação do alcance e dos limites
das faculdades cognitivas -, na medida em que tudo gira em torno do saber
e do seu objeto. Mas há também uma sorte de psicologia da consciência
e do próprio absoluto, na medida em que tudo que diz respeito ao processo
cognitivo pelo qual a consciência natural se torna consciência filosófica
envolve uma subjetividade ao mesmo tempo singular e universal.
Fenomenologia,
assim, envolve e prepara uma certa ontologia
(i); é uma sorte de superação da teoria do conhecimento, uma certa
teoria do conhecimento da consciência e do absoluto, na medida em que a
dicotomia entre o saber e o objeto do saber da consciência é superada (ii); e
por fim, descreve a história do processo de constituição psicológica e ao
mesmo tempo de formação cultural da consciência tornando-se autoconsciência,
razão que se descobre como espírito e possui um saber
absoluto, saber que coincide com o saber do absoluto (iii).
A
Fenomenologia de Hegel, portanto, reformula uma parte da metafísica especial, a
psicologia, compreendendo a alma ao mesmo tempo no plano humano e divino, no
plano da consciência singular e no plano da consciência universal. Isto se dá
fundamentalmente introduzindo a problemática da temporalidade: para que a alma
chegue a ser alma, para que Deus chegue a ser Deus, ou melhor: para que o
Absoluto seja consciente de si, é preciso que a consciência, como Wilhelm
Meister, sofra um processo aprendizado, de formação no tempo, e que capitalize
um conhecimento, um autoconhecimento como resultado de sua experiência. Neste
sentido, Hegel não apenas reformula a psicologia, mas sobretudo faz com que ela
recobre sentido à luz de uma heresia teológica de grandes conseqüências
filosóficas: o Absoluto só pode dar-se através da história da consciência
humana como um processo paulatino de manifestação
e auto-apreensão no tempo.
Fenomenologia,
ademais, envolve ontologia, posto que a história da consciência que ela
descreve não é um mero acaso, e responde não apenas a um desígnio, mas é
governada por uma necessidade e explicita uma estrutura lógica (a saber, dialética),
que pretende ser ou identificar-se com a estrutura conceitual que governa o
mundo. Este aspecto, explícito sobretudo nos últimos capítulos da
Fenomenologia, principalmente
patente no Saber Absoluto, é – como já foi lembrado acima – o ponto de
partida da chamada Grande Lógica. Posto que a identidade de ser e saber que a
consciência experimenta no fim, como um saber
de si em que o seu saber e seu
objeto coincidem, reaparece no começo da Lógica como unidade de ser e nada.
Por
fim, a Fenomenologia, apesar da acirrada crítica de Hegel à teoria do
conhecimento no início da Introdução, pode ser considerada em alguma medida
como uma nova teoria do conhecimento, aliás, como a
teoria do conhecimento, na medida
em que ela se propõe a ser uma teoria de
todo o conhecimento que a consciência pode imanentemente alcançar (a
saber, “ciência da experiência da consciência”).
Considerados
estes três aspectos (o ontológico, o psicológico, ou psico-teológico, e o
epistemológico) implicados no projeto da Fenomenologia, ganhamos um pouco mais
de clareza sobre o seu conceito. Todavia, nem mesmo considerar os três
elementos apresentados basta para termos uma elucidação do que significa
“Fenomenologia”. De fato, o elemento psico-teológico permite compreender
melhor, a partir do título (Fenomenologia do Espírito) e do subtítulo da obra (Ciência da experiência da
consciência) como devemos compreender a articulação dos dois planos da
consciência e do espírito. O elemento ontológico nos permite vislumbrar a
meta a ser alcançada (saber absoluto como correspondência entre ser e saber) e
uma estrutura lógica que condiciona a experiência da consciência em seu
dualismo intencional. Por fim, o elemento epistemológico nos permite articular
os elementos anteriores do ponto de vista de uma teoria do conhecimento
evolutivo que a consciência pode desenvolver.
Ainda
que isso tudo não seja conclusivo, há neste último elemento algo que nos pode
auxiliar na compreensão da Fenomenologia: independentemente dos elementos que
envolve, ela pretende ser uma ciência
teórica. Se até aqui não sabemos o que é fenomenologia, podemos dizer agora
que ela é ou se propõe a ser uma ciência,
um saber; precisamente um saber
de fenômenos, por isso "Fenomenologia".
Mas os fenômenos da Fenomenologia de Hegel não são os fenômenos de Kant, nem
os de Lambert[5];
tampouco os avatares de uma divindade oriental qualquer, e muito menos os fenômenos
da corrente husserliana. Os fenômenos aqui são saberes: o que Hegel chama figuras ou configurações da consciência.
Cada forma de saber, cada forma de consciência, cada estágio cognitivo que a
consciência natural deve percorrer para se tornar consciência filosófica, é
um fenômeno, uma manisfestação ou aparição
do espírito. De modo que a Fenomenologia pode ser parcialmente descrita
como uma teoria histórico-evolutiva das manisfestações que necessariamente se
dão na consciência natural até a consciência filosófica, sendo que estas
nada mais seriam do que os diferentes tipos de teorias, os diferentes grau de
conhecimento que toda consciência vai galgando até atingir a sua meta, que
consiste na conquista da verdade como correspondência entre saber e objeto e
que só se realiza plenamente na Filosofia.
Isso
posto, cabe a pergunta: elucidamos o conceito de fenomenologia? Em princípio,
parece que sim. Sabemos que se trata de uma ciência dos “fenômenos”, i.é,
de “aparições” ou “manisfestações” da consciência em seu percurso
em direção ao saber absoluto. Contudo, se nos perguntassem por
que Hegel usa o conceito de fenômeno e de fenomenologia para descrever a
experiência da consciência que vai acabar por saber-se espírito, não saberíamos
responder. Pelo menos com os elementos que temos até agora. É aqui que entra
em cena o problema do ceticismo.
III
– O problema do ceticismo
É
sabido que Hegel se ocupou de questões céticas no período de Iena, por ocasião
de sua polêmica com Schulze[6].
Parece claro, por exemplo, que no ensaio de 1802 sobre a relação entre o
ceticismo e a filosofia Hegel contrapõe a virulência do método de eqüipolência
dos antigos ao ceticismo dos modernos[7].
Nesse contexto, tratava-se de mostrar que seus adversários, e em certo modo
todos os seus contemporâneos, fossem kantianos ou românticos, fossem Popularphilosophen
ou outros ilustrados, eram dogmáticos. Numa época em que o grande projeto
do Idealismo Alemão era conduzir a filosofia a um sistema metafísico
epistemicamente sólido, ninguém parecia atentar para o fato de que o ceticismo
era um sério problema a enfrentar. Fichte, Beck, Reinhold e o próprio Kant,
cada um a seu modo, também haviam levado o problema a sério[8].
Mas a postura de Hegel em face destas tentativas parece indicar que não lhe
pareciam satisfatórias. A filosofia de Kant parecia-lhe uma “forma imperfecta
de ceticismo” (Werke 2 p.533), por negar o conhecimento da realidade e ao
mesmo tempo afirmar um conhecimento fenomenal da natureza. Os epígonos de Kant,
por sua vez, eram acusados de formalismo e subjetivismo (PhG, Prefácio).
Tudo
isso parece indicar que a construção do Sistema que a Fenomenologia pretende
introduzir deve ser vista como indissociável do problema cético. O #76 da
Introdução à Fenomenologia nos diz, por exemplo, que “a ciência, assim que
ela entra em cena, é ela mesma um fenômeno” (PhG, 55), uma aparição, algo
que parece ser ciência, mas que ainda não é, nesta sua primeira aparição
“a ciência expandida e desdobrada em sua verdade” (id., ibid.) Isso
significa que a ciência que a Fenomenologia se propõe a realizar aparece
como uma pretensão em face de outras. E por isso mesmo não pode valer – de
início – nem mais nem menos do que as outras. Como a cada logos pode ser oposto um outro logos
equivalente, de modo tal que não se pode decidir qual é verdadeiro –
ensinara Sexto (HP, I ) -, para evitar sucumbir ao desafio cético é preciso
retirar a ciência da precariedade em que se encontra; jogada entre vários
saberes como mais uma pretensão de verdade, como mais um sistema entre outros.
A ciência, numa palavra, deve encontrar uma justificação face ao desafio cético.
Deve “libertar-se desta aparência (Schein)”
e só pode fazê-lo “voltando-se para ela”(PhG, 55?).
O
que isso significa? Primeiro, que não se pode simplesmente desprezar a aparição de outros saberes, como se estes fossem não-saberes,
posto que assim estaríamos pressupondo que a ciência não é um saber fenomenal (i. é, que aparece),
mas a própria verdade; segundo, que no começo tampouco podemos dizer que a aparência,
i.é, os saberes que aparecem como
concorrentes, preparam a (nossa) ciência, algo assim “o pressentimento de um
saber melhor” (id., ibid.). Posto que nesse caso estaríamos impondo a nossa
verdade com a mera afirmação de que nosso saber é melhor do que o dos outros,
quando na verdade uma simples afirmação vale tanto quanto outra e tudo depende
de sua justificação.
Em
suma, na hora em que a ciência aparece ela
é mais uma pretensão de
verdade perante outras, e por isso deve fornecer uma justificação que não
pode consistir na mera enunciação de que ela está bem fundada. A estratégia
de Hegel para a justificação de sua Fenomenologia parte em primeiro lugar da
aceitação da tese cética conforme a qual todo
e qualquer logos apenas descreve o que aparece e constitui portanto um
“saber fenomenal”, um saber do que aparece, erscheinendes
Wissen. Feito isso, em segundo lugar, utilizasse de uma artimanha muito
arguta: se tudo que é saber aparece,
se mesmo a ciência, pelo menos de início, aparece, então os céticos têm razão
quando dizem que só se pode falar do que aparece, e que portanto todo o saber
da consciência humana é saber fenomenal, saber do que aparece. Porém, a
partir disso, retira uma conseqüência que está na base da pretensão de
verdade da Fenomenologia e de sua expectativa de sucesso cognitivo: se eu
descrevesse2 todos e cada um dos saberes1 que a consciência
experimenta ao descrever1 o que lhe aparece1, a minha
descrição2 seria um certo tipo de saber2: a ciência2
da experiência1 da consciência. E mais do que isso: seria uma
teoria geral dos fenômenos cognitivos que toda consciência singular e
universal deve necessariamente realizar, uma fenomenologia enquanto teoria geral dos saberes que aparecem e devem
ser superados pela ciência, que já não pertence à consciência, mas a uma
consciência que é Espírito. E responderia ao desafio do ceticismo levando-o
às últimas conseqüências.
Isto,
porém, nos permite elucidar por que Hegel utiliza o conceito de “fenômeno”
e de “fenomenologia”. Mas é ainda insuficiente para elucidar a relação
entre o sistema de Hegel e o ceticismo. Só no âmbito da fenomenologia, e
deixando de lado outros textos importantes para a questão (como por exemplo, o
comentário das Preleções sobre a História da Filosofia, a Ciência da Lógica,
a Enciclopédia e o chamado escrito da Diferença, dentre outros), seria
essencial fazer uma análise do conceito de ceticismo tal como aparece nos ## 78
e 79 da Introdução e no capítulo IV-B. Parte dessa análise já foi feita
noutra parte. O restante,
infelizmente, fica para outra ocasião.
Referências bibliográficas:
Bonaccini, J. A. “Sobre a estratégia
de Hegel contra o ceticismo na Introdução à Fenomenologia do Espírito”,
Trabalho apresentado no I Congresso Internacional De Filosofia, Organizado pela
Sociedade Hegel Brasileira, Recife, 2002.
Bonaccini, J. A. Kant e o problema da
coisa em si no Idealismo Alemão, Rio de Janeiro, Relume-Dumará, Rio de
Janeiro, 2003.
Forster,
M. Hegel´s Idea of a Phenomenology of Spirit, Chicago, The Chicago University
Press, 1998.
Hegel, G. W. F. Fenomenologia do Espírito,
trad. de Paulo Meneses, 2ª. Edição, Petrópolis: RJ, Vozes, 1992, 2 vols.
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Werke: [ in 20 Bänden]. Auf der Grundlage der Werke von 1832-1845 neu
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Eva Moldenhauer und Karl Markus Michel. Frankfurt am Main: Suhrkamp.1971.
Hegel,
G. W. F. Phänomenologie des Geistes. Neu hrsg. Von H-F. Wessels und H. Clairmont. Mit einer Einleitung von W. Bonsiepen/Auf dem
Text der kritischen Edition G.W.F. Hegel, Gesammelte
Werke,IX, hrsg. Von W. Bonsiepen u. R.
Heede (1980). Hamburg: F. Meiner. 1988.
Hyppolite,
J. Génesis y Estructura de la Fenomenología del Espíritu de Hegel, Traducción
de Francisco Fernández Buey, Barcelona, Península, 1974.
Pinkard,
T. Hegel´s Phenomenology: The Sociality of Reason, , Cambridge, Cambridge
University Press, 1994.
Popkin, R. História do ceticismo de
Erasmo a Spinoza, trad. de Danilo Marcondes de Souza Filho, Rio de Janeiro:
Francisco Alves, 2000.
Sextus
Empiricus, Outlines of Pirronism In:
Sextus Empiricus, in four volumes, edited
by R. G. Bury. Cambridge:MA/ London: Harvard University Press/W. Heinemann Ltd.
1976, vols.1.
[1] Por conceito tradicional de filosofia entendo aqui o conceito de filosofia como metafísica, geral e especial (esta por sua vez subdividida em psicologia, cosmologia e teologia), que era ainda influente na Alemanha de Hegel, junto com a reformulação operada pela filosofia crítica de Kant (Kritik der reinen Vernunft, A845/B873 - A848/B875).
[2] Hyppolite 1974, p.16n24; Forster 1998, p. 126. Bonsiepen menciona a Philosophie der Alten (1762) de Oetinger antes da Phenomenologia oder optica transcendentalis de Lambert (in Hegel, 1988, p. IX-X).
[3] Bonsiepen, p. XV-XVI.
[4] A numeração dos parágrafos corresponde à da edição brasileira da tradução de Paulo Meneses.
[5] Sobre isso ver Bonsiepen, op. cit. p. XII-XIII.
[6] Hegel 1971, Werke 2, pp. 213ss.
[7]
Forster, op. cit., pp.128ss.
[8] Sobre isso me posicionei em Bonaccini (2003).